Mais de 500 pessoas, entre magistrados, procuradores, deputados, vereadores, secretários estaduais e municipais, membros da Defensoria, militares, advogados e servidores do Poder Judiciário lotaram o plenário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no centro da cidade, nesta sexta-feira, 7/2, para acompanhar a posse da nova administração daquela corte. Fazem parte da direção os desembargadores Ricardo Couto de Castro, como presidente do TJRJ; Cláudio Brandão de Oliveira, como corregedor-geral da Justiça; Suely Lopes Magalhães, como 1ª vice-presidente; Maria Angélica Guerra Guedes, como 2ª vice-presidente; Heleno Ribeiro Pereira Nunes, como 3º vice-presidente e Claudio Luiz Braga dell´Orto como diretor-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj). Couto de Castro sucede o desembargador Ricardo Cardozo e ficará dois anos à frente da corte fluminense.
O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador federal Guilherme Calmon, prestigiou a posse. Por este tribunal, além de Calmon, compareceram o vice-presidente, desembargador federal Aluisio Mendes; a decana Vera Lúcia Lima; os desembargadores federais Guilherme Couto, Luiz Paulo Araújo, Marcus Abraham, William Douglas, Flávio Lucas; a desembargadora federal Carmen Silvia de Lima Arruda e os desembargadores federais Wanderley Sanan Dantas, Luiz Norton e Alfredo Hilário.
Além de Calmon e do desembargador que se despedia da presidência do TJRJ, compuseram a mesa o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; o presidente da Assembleia Legislativa fluminense, deputado estadual Rodrigo Bacellar; o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e os ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, também do STF; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro Benjamin Zimler, representando o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo; o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paz; o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira; o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça e corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Luis Felipe Salomão; a juíza Eunice Haddad, presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro; Ana Tereza Basílio, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional Rio de Janeiro, entre outras autoridades.
Coordenador do Fórum Permanente do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (Fojurj), Guilherme Calmon disse que chegou à posse com muita expectativa. “O Fojurj recebe o novo presidente e o novo corregedor com a certeza de que eles vão consolidar nos próximos dois anos a cooperação jurídica que vem sendo desenvolvida entre os tribunais sediados aqui no Rio de Janeiro. Unimos esforços para proporcionar à sociedade uma melhor prestação de serviços. Estabelecer parcerias e alinhar ações tanto na esfera judicial como na administrativa aumenta a eficiência do sistema de justiça. Quem ganha com isso é o jurisdicionado”, ressaltou. O magistrado fez questão de homenagear o presidente que deixa o cargo. “Um prazer conviver com o desembargador Ricardo Cardozo. Além de ser muito gentil, é uma pessoa sempre preocupada com o próximo. Sentirei saudade de nossa parceria do Fojurj”, encerrou.
Depois de fazer um balanço dos dois anos de gestão e de agradecer aos colaboradores, Ricardo Cardoso se dirigiu ao seu sucessor. “Meu xará, colaborador e amigo Ricardo Couto é um magistrado independente e um ótimo gestor. Por isso não precisa de conselhos. O que tenho a lhe dizer que o exercício da presidência é uma arte. Para muitos é um peso, mas para outros é um prazer”, destacou o magistrado. Já empossado, Ricardo Couto de Castro pontuou sua prioridade. “Na administração, são os atos concretos que têm valor. Junto aos que tomam posse hoje, estaremos atentos e prontos a ouvir as reclamações dos jurisdicionados, que são os destinatários de nossas atividades. Vamos lutar para corrigir nossos erros”, garantiu. “A possibilidade de lutar com palavras em vez de lutar com armas constitui o fundamento da nossa civilização”, ressaltou Couto de Castro, citando versos de Carlos Drummond de Andrade, ‘lutar com palavras é a luta mais vã. Entretanto lutamos, mal rompeu a manhã’. Para o novo presidente do TJRJ, “ permitir que as pessoas, quando e se tiverem que lutar, lutem apenas com palavras. Essa é a tarefa que traduz a função do Judiciário. Para que essa tarefa nunca seja vã, lembro de Drummond e assevero que, para cumprir meu encargo, lutarei todas as manhãs com palavras”, encerrou, emocionado.